Colocaram no menino um nome de santo
daí levaram o menino do nome estranho
do tal lugar que nem eu sei.
Vestiram o menino do pé à cabeça
vestiram o menino todo de preto
do Preto e da Branca que o concebeu.
Levaram o menino do cima pro baixo
e deram pra ele o seu relicário
benzeram o menino com o sangue de deus.
O pobre menino era pouco sabido
tampouco era conhecido
que pena do menino, o filho do rei.
Louco e cego buscou o Amado
encontrou socorro do lado errado
trocou sua vida com quem à ele prometeu.
Uma boa vida pra mainha e painho
e uma melhoria pros sete irmãozinho
que vive em Areia do Sol, o lugar que o rei se esqueceu.
[Escutou o último badalo da cidade
quando o "Sr. Branco" tocou o sino da maldade]
E o pobre menino
o que fingiu saudade
da boa vivência e da ingenuidade
da areia da praia
e do sorriso de Lara
a moçoila que pro seu amor viveu.
Cantou seu último poema
e sozinho deu o seu último à deus.
Vestiram o menino do pé à cabeça
vestiram o menino na cor da madeira
e levaram o menino pra Areia do Sol.
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