quarta-feira, 20 de junho de 2012

O choro da moçoila

Colocaram no menino um nome de santo
daí levaram o menino do nome estranho 
do tal lugar que nem eu sei.

Vestiram o menino do pé à cabeça
vestiram o menino todo de preto
do Preto e da Branca que o concebeu.

Levaram o menino do cima pro baixo
e deram pra ele o seu relicário
benzeram o menino com o sangue de deus.

O pobre menino era pouco sabido
tampouco era conhecido 
que pena do menino, o filho do rei.

Louco e cego buscou o Amado
encontrou socorro do lado errado
trocou sua vida com quem à ele prometeu.

Uma boa vida pra mainha e painho 
e uma melhoria pros sete irmãozinho
que vive em Areia do Sol, o lugar que o rei se esqueceu.

[Escutou o último badalo da cidade
quando o "Sr. Branco" tocou o sino da maldade]

E o pobre menino 
o que fingiu saudade
da boa vivência e da ingenuidade
da areia da praia 
e do sorriso de Lara
a moçoila que pro seu amor viveu.

Cantou seu último poema
e sozinho deu o seu último à deus.



Vestiram o menino do pé à cabeça
vestiram o menino na cor da madeira
e levaram o menino pra Areia do Sol.

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Os textos aqui publicados são documentos que foram e ainda hoje são descobertos em Areia do Sol. Tudo indica que foram escritos por um menino, mas na verdade foram elaborados e redigidos pelo Menino.